Por muitos anos, a única opção para evitar uma gravidez indesejada era o preservativo comum, nem existia a possibilidade de um preservativo feminino. Com o tempo, a popular camisinha ganhou cores, sabores e eficácia.

Mas com o advento a pílula anticoncepcional e outros métodos contraceptivos, o preservativo foi perdendo espaço. Até que, nos anos 80, surgiu uma doença assustadora, a Aids, que levou milhares de pessoas à morte. Justamente à mesma época em que as DSTs proliferaram.

A camisinha voltou ao papel de protagonista, pois era o único método contraceptivo que impedia além da gravidez, a contaminação.  Então, nos anos 1990, foi lançado o preservativo feminino que tem a mesma eficáfica do masculino.

 

Vantagens do preservativo feminino

Distribuídos gratuitamente no SUS, o preservativo feminino tem um formato semelhante a uma bolsa, medindo 15 cm de comprimento e 8 cm de diâmetro.

Feita de poliuretano, material mais fino que o látex do preservativo masculino e também mais lubrificado, a camisinha é descartável e deve ser usada em todas as relações sexuais, inclusive durante a menstruação.

Desvantagens

Mas o método tem certas desvantagens. O preço é uma delas. O valor é maior do que o preservativo masculino. Isso, atrelado à falta de informação, faz com seja um dos métodos pouco utilizados.

“O fato de ter um preservativo introduzido na mulher pode desestimular determinados parceiros. Quanto à atenção, o cuidado para não deslocar o preservativo e penetrar o pênis fora dele é imprescindível”, explica a ginecologista Patrícia De Rossi, membro da SOGESP (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo).

Ah, e vale lembrar que não deve-se usar o preservativo feminino ao mesmo tempo que o masculino, se não pode criar atrito e estourar – coisa que ninguém quer, né?